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O que é tech for equity e quando vale a pena
Atualizado em 1 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
Tech for equity é um acordo em que o time de tecnologia constrói o produto e, no lugar de receber o valor em dinheiro, fica com uma participação no negócio. Quem tem o negócio economiza caixa no começo. Quem desenvolve só ganha de verdade se o produto der certo.
Como funciona na prática
Cada acordo é diferente, mas quatro pontos aparecem em todos e precisam estar escritos antes de começar.
- Quanto: o percentual de participação que o time de tecnologia terá.
- Quando: em que momento essa participação passa a valer.
- O gatilho: o que confirma a participação, como a entrega do sistema, um tempo de serviço ou uma meta de faturamento.
- E se parar: o que acontece com o código, os dados e a participação se o projeto for encerrado.
O que você ganha
- Começa sem desembolsar o valor de um projeto inteiro de desenvolvimento.
- Tem do outro lado um time interessado no resultado, não em horas faturadas.
- Divide o risco técnico com quem entende de tecnologia.
- Mantém o time por perto depois do lançamento, sem precisar contratar um.
Os cuidados
- Participação é para sempre. Combine o percentual pensando no negócio maduro, não no de hoje.
- Deixe claro de quem são a marca, os clientes e o código.
- Combine quem paga os custos do dia a dia, como servidor e serviços de terceiros.
- Defina o que o time de tecnologia entrega depois do lançamento: manutenção, melhorias e prazos.
- Defina uma regra de saída para os dois lados.
- Passe o contrato por um advogado. A conversa é comercial, mas o documento é societário.
Como fica no papel
A lei brasileira prevê instrumentos em que quem investe em uma empresa nova só passa a fazer parte dela quando decide converter, como a opção de compra de participação e o mútuo conversível, descritos no Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182 de 2021). Se eles se aplicam ao seu caso, e qual usar, é assunto para um advogado.
Tech for equity, agência ou investidor
A agência cobra o projeto e encerra o trabalho na entrega. O investidor entra com dinheiro, e você ainda precisa montar o time. No tech for equity, o time entra com o trabalho e continua por perto, porque só ganha se o produto crescer.
Como a Lurie Labs faz
Na Lurie Labs o tech for equity é o formato Participação. O desenvolvimento fica por nossa conta e nós cuidamos de toda a tecnologia do sistema. Em troca, a Lurie fica com uma parte do negócio, com percentual e condições escritos no contrato desde o primeiro dia. Você cuida das vendas, do atendimento e da operação.
Como o desenvolvimento é investimento nosso, a Participação não é para todo projeto. Avaliamos cinco pontos.
- O negócio já tem clientes pagando ou um público comprovado.
- A receita é recorrente, por assinatura ou mensalidade.
- Quem está à frente se dedica ao negócio em tempo integral.
- Existe uma empresa constituída, ou ela é aberta antes do contrato.
- O sistema cabe na Base, sem integrações pesadas no começo.
Quem não se encaixa na Participação recebe uma proposta de Projeto ou de Mensal.
Para quem faz sentido
Para quem já vende ou tem público para vender, e quer um sistema próprio sem montar um time de tecnologia. Se você ainda não sabe para quem vai vender, o melhor primeiro passo é validar o mercado, não desenvolver.
Este texto é informativo e não substitui a orientação de um advogado.